Chapo quer HCB modernizada de modo a ampliar geração de energia

Maputo (O Destaque) – A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), um pilar energético para a África Austral, foi desafiada hoje a intensificar seus investimentos em reabilitação e modernização para garantir a continuidade de seu papel vital no desenvolvimento regional.

O apelo foi feito pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a abertura da Conferência Internacional dos 50 anos da HCB, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

Em um discurso que traçou o futuro da gigante energética, o Presidente Chapo instou a gestão da HCB a ir além da manutenção.

É crucial que a HCB não apenas reabilite seus equipamentos, mas os modernize e aumente sua capacidade de geração de eletricidade,” afirmou o Chefe de Estado.

Chapo falou da necessidade de a empresa estar atenta às mudanças climáticas e à evolução dos novos mercados energéticos, consolidando sua posição como um polo de produção e fornecimento de energia na região.

Essa visão alinha-se com a crescente demanda por energia em Moçambique e nos países vizinhos, como a África do Sul e o Zimbábwe, que há meio século são clientes fiéis da HCB.

A longevidade da empresa, que se tornou a maior contribuinte de receitas para o Estado moçambicano, depende diretamente de sua capacidade de se adaptar e inovar.

O Chefe de Estado reiterou o compromisso de Moçambique com a produção de energias limpas. Chapo destacou os importantes projetos de energia eólica e solar em andamento em diversas províncias, como Niassa, Mocuba e Metoro.

Essa diversificação da matriz energética não só fortalece a segurança energética do país, mas também posiciona Moçambique como um player relevante na transição global para fontes renováveis.

A Conferência Internacional, além de celebrar o cinquentenário da HCB, serve como um fórum crucial para debater os desafios atuais das bacias hidrográficas, com especial atenção aos impactos da seca. Esse tema é de extrema relevância para a HCB, cujo funcionamento depende diretamente dos níveis de água da bacia do Zambeze.

Antes do discurso de abertura, o Presidente Daniel Chapo visitou o museu móvel da HCB, onde pôde acompanhar a rica evolução histórica da empresa. A HCB, que começou como um projecto gigantesco de engenharia, transformou-se em um motor económico para Moçambique, impulsionando o desenvolvimento e a cooperação regional.

A Conferência Internacional dos 50 anos da HCB continua nos próximos dias, prometendo discussões aprofundadas sobre o futuro da energia na África Austral e o papel contínuo de Moçambique como um fornecedor chave.

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