Maputo (O Destaque) – O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou um desafio decisivo ao Ministério das Finanças: acelerar as reformas digitais para optimizar o serviço ao Estado e promover uma maior transparência.
A exigência foi feita durante a sua visita oficial a este ministério, onde se inteirou de perto do funcionamento de sectores cruciais como a Supervisão de Contratação Pública, o Gabinete de Gestão de Activos, a Planificação e Orçamento, e o Gabinete de Gestão de Activos.
“O sector das Finanças deve continuar a implementar reformas digitais para melhorar a transparência e tornar os serviços prestados mais flexíveis“, frisou o Chefe de Estado, enfatizando a urgência desta transformação.
Daniel Chapo sublinhou a necessidade de Moçambique acompanhar o ritmo global da digitalização.
“Aliás, o mundo caminha rumo à digitalização, razão pela qual as finanças e outros sectores do Estado não devem estar à margem desta revolução“, afirmou, apontando para a inevitabilidade e os benefícios de abraçar a tecnologia.
Este apelo à digitalização no Ministério das Finanças não é apenas uma questão de modernidade, mas uma estratégia fundamental para combater a burocracia, aumentar a eficiência e reforçar a transparência na gestão dos recursos públicos.
A digitalização de processos como a contratação pública, por exemplo, pode reduzir significativamente as oportunidades para irregularidades e corrupção, ao tornar os procedimentos mais acessíveis e auditáveis por todos.
A visita do Presidente aos diferentes gabinetes do Ministério das Finanças serviu para diagnosticar as áreas onde a intervenção digital é mais premente.
“Esta visita não é apenas uma formalidade. É um compromisso. É um apelo à responsabilidade por parte de cada um de nós. É uma convocatória à grandeza do Estado moçambicano. esta grandeza o segredo está na arrecadação de receitas.”, afirmou o Chefe de Estado.
A Supervisão de Contratação Pública, que lida com a aquisição de bens e serviços pelo Estado, é um dos pilares onde a digitalização pode ter um impacto mais visível, agilizando processos e garantindo uma maior competitividade e justiça nas adjudicações. Para Chapo, a transparência e flexibilidade é um sinal claro da sua intenção de construir um Estado mais aberto e responsivo às necessidades dos cidadãos e digitalização é vista como o meio para alcançar esses objectivos
