O Destaque — A Organização Mundial da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho alertaram recentemente que o trabalho em excesso é uma ameaça real à vida, tendo causado a morte de 745 mil pessoas num único ano.
Segundo o relatório global, as longas jornadas laborais são o principal factor de risco para a saúde dos trabalhadores, provocando um aumento drástico de doenças cardiovasculares.
A investigação detalha que trabalhar 55 horas ou mais por semana eleva em 35% o risco de sofrer um acidente vascular cerebral e em 17% o risco de morrer devido a um ataque cardíaco, quando comparado com quem cumpre um horário padrão de 40 horas semanais.
Este fenómeno afecta principalmente homens em idade avançada, que muitas vezes sofrem as consequências fatais décadas após terem iniciado o ritmo de trabalho exaustivo. Perante estes dados, a ONU apela a todos os países para que adoptem leis mais rigorosas que limitem os horários em todos os sectores, reforçando que nenhum emprego justifica o risco de uma morte prematura.
Estima-se que quase 10% da população mundial esteja actualmente exposta a estas jornadas perigosas, o que torna urgente uma mudança na cultura laboral para proteger a saúde pública.
