Niassa (O Destaque) — A tranquilidade da zona de expansão de Nangala, na capital provincial de Niassa, foi abalada por um crime que chocou a comunidade local. Um cidadão de 48 anos de idade encontra-se detido, pelas autoridades, indiciado de ter violado sexualmente uma menor de apenas seis anos de idade.
Este trágico episódio marca o segundo caso de abuso sexual contra menores registado na cidade de Lichinga desde o início do ano, acendendo um sinal de alerta sobre a segurança e protecção da camada infantil na região.
De acordo com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Niassa, o crime ocorreu na passada segunda-feira, (02/02). O “predador”, que gozava de uma relação de proximidade e confiança com a família da vítima sendo tratado localmente como “avô” aproveitou-se da ausência dos pais da menor para consumar o acto.
Aproveitando a vulnerabilidade da criança e o ambiente de confiança, o indiciado terá invadido a privacidade da menor para satisfazer os seus instintos libidinosos, num acto de extrema crueldade que viola os direitos fundamentais da criança.
Confrontado pelas autoridades de investigação, o indiciado não negou as acusações. Em declarações à imprensa e aos investigadores do SERNIC, o homem confessou a autoria do crime, tentando, contudo, desculpar a sua conduta com o consumo excessivo de álcool.
“Eu estava em estado de embriaguez, não sabia bem o que estava a fazer”, alegou o suposto agressor, num argumento que as autoridades e a sociedade civil moçambicana têm rejeitado de forma veemente em casos de crimes hediondos contra menores.
O SERNIC reforça que o consumo de substâncias psicotrópicas ou álcool não constitui atenuante para crimes de natureza sexual, especialmente quando as vítimas são crianças. O caso seguirá agora os trâmites legais junto do Ministério Público, aguardando-se a aplicação de uma pena exemplar que sirva de desincentivo a este tipo de práticas que continuam a fustigar as famílias na província de Niassa.
Fonte: Radio FOT
