O Destaque — Um escândalo de mau gosto chocou a capital egípcia esta semana. Uma discoteca no Cairo pretendia realizar, esta terça-feira, uma “Festa de Epstein”, inspirando-se no notório criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.
A polícia agiu prontamente, proibindo o evento e detendo o organizador, que agora enfrenta graves acusações perante a justiça. O Ministério do Interior do Egipto confirmou a operação, denunciando que a festa foi publicitada “sem obter as devidas autorizações das autoridades competentes”.
A descrição do evento, que prometia entrada gratuita para mulheres, gerou uma onda imediata de revolta e indignação pública. Tudo começou com a coragem de uma mulher que, ao deparar-se com um vídeo de promoção da festa a circular nas redes sociais, decidiu denunciar o caso às autoridades. O vídeo, que alegadamente fazia alusão ao modus operandi de Epstein, tornou-se viral e desencadeou a investigação policial. “Uma festa com o nome de um predador sexual condenado? Isto é inaceitável e perigoso”, comentou uma fonte policial sob anonimato.
A referência a Epstein que se suicidou na prisão enquanto aguardava julgamento por tráfico de menores e violação foi interpretada como uma apologia ao crime e uma afronta directa às vítimas.
As autoridades egípcias têm reforçado a vigilância sobre eventos nocturnos, assegurando que estes não violem a ordem pública ou os valores morais e sociais. A “Festa de Epstein” foi classificada como uma clara provocação e um atentado ao pudor. O organizador, cuja identidade ainda não foi revelada, encontra-se sob custódia policial e aguarda o interrogatório judicial. A discoteca em questão poderá enfrentar sanções severas, incluindo o encerramento definitivo das suas actividades. Este caso demonstra o poder da denúncia cidadã e a celeridade com que conteúdos considerados ofensivos e criminosos podem ser travados. A intervenção da mulher que levantou a voz evitou que um evento de extrema falta de ética, que banaliza o sofrimento de inúmeras vítimas de abusos sexuais, se realizasse. O espectro de Epstein, cujos crimes chocaram o mundo, continua a pairar, servindo agora como um exemplo macabro do que nunca deve ser celebrado. No Cairo, as autoridades garantiram que a “festa do diabo” nunca será concretizada.
Fontes: EPA/ Agência Lusa
