Inhambane (O Destaque) — O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) continua a intensificar as acções de monitoria e sensibilização das famílias na província de Inhambane, em resposta à ocorrência de chuvas intensas que provocaram cheias e inundações em vários distritos, com destaque para Govuro.
A Presidente do INGD, Luísa Celma Meque, acompanhada pela Secretária de Estado na província, Bendita Donaciano Lopes, liderou visitas aos centros de acomodação e às comunidades afectadas, avaliando os impactos desta segunda vaga de chuvas que assolou o país. No terreno, as autoridades constataram a elevada vulnerabilidade das populações e reforçaram medidas preventivas para evitar perdas humanas.
A nível nacional, o INGD regista actualmente 31 centros de acomodação que acolhem cerca de 10 mil pessoas. Só em Inhambane, existem quatro centros activos, onde estão abrigadas aproximadamente quatro mil pessoas. Segundo Luísa Celma Meque, apesar da rápida subida das águas, o escoamento também ocorreu de forma célere, com níveis a baixarem gradualmente em várias bacias hidrográficas.
Ainda assim, a segunda vaga de chuvas deixou um rasto de destruição, incluindo danos em infraestruturas e a perda de 18 vidas humanas, na sua maioria por afogamento. As autoridades apontam o incumprimento das medidas de segurança como uma das principais causas das fatalidades, destacando casos de cidadãos que ignoraram os alertas previamente emitidos.
Num apelo firme às comunidades, Bendita Donaciano Lopes alertou para a necessidade de cumprimento rigoroso das orientações das autoridades, sublinhando que “a natureza não perdoa”. A governante destacou ainda que, mesmo na ausência de chuva local, as águas provenientes de outras regiões continuam a ameaçar zonas como Govuro, exigindo vigilância redobrada.
A concluir, a Presidente do INGD assegurou que o foco imediato é garantir o regresso seguro das famílias às suas zonas de origem, numa altura em que o nível das águas começa a baixar. “Apelamos às populações para que continuem a seguir as recomendações. Só assim conseguiremos reduzir perdas de vidas humanas e acelerar o regresso à normalidade”, afirmou.
