Maputo (O Destaque) – O analista político Hélio Langa em entrevista ao o Destaque, destaca a capacidade de diálogo e comunicação do novo ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, considerando que estas qualidades poderão contribuir para melhorar o relacionamento entre o Governo e os professores e encontrar soluções para os problemas que afectam o sector.
Reagindo às declarações de Macuácua, que prometeu colocar os professores no centro das prioridades do Governo, Langa afirmou que o novo governante tem facilidade em comunicar com diferentes intervenientes, uma característica que considera importante para enfrentar os desafios do Ministério.
“A comunicação é um terreno fértil para ele. É onde ele, de facto, navega ou, aliás, se sente como um peixe na água”, afirmou Hélio Langa, destacando as capacidades de comunicação de Macuácua.
O analista considera que uma das principais tarefas do novo ministro será ultrapassar as falhas de comunicação entre as autoridades e os professores, uma preocupação que, segundo explicou, tem sido manifestada pela própria classe.
Langa recordou ainda a participação de Macuácua em diferentes processos de diálogo, incluindo o diálogo nacional, apontando essa experiência como um elemento que poderá contribuir para a aproximação entre as partes.
Em relação à valorização dos professores, o analista defende que é necessário distinguir o reconhecimento social da valorização material. Na sua perspectiva, o papel dos docentes é reconhecido pela sociedade, mas a satisfação com as formas de valorização existentes constitui uma questão diferente.
Sobre os atrasos no pagamento das horas extraordinárias, Hélio Langa considera que o problema está relacionado com a disponibilidade de recursos financeiros, sublinhando, contudo, que é urgente encontrar uma solução.
“O pagamento das horas extras corresponde ao trabalho feito pelos professores. Quem trabalhou quer receber, é legítimo”, declarou.
O analista entende que Edson Macuácua tem a missão de encontrar mecanismos para resolver esta questão e outros problemas do sector, defendendo igualmente a continuidade do diálogo com os profissionais da Educação.
Para Langa, o pagamento das horas extraordinárias e a criação de espaços efectivos de diálogo constituem formas de valorização dos professores, permitindo que estes apresentem as suas preocupações e participem na procura de soluções com a liderança do Ministério da Educação e Cultura.
O analista manifestou confiança nas capacidades do novo ministro para enfrentar os desafios, considerando que Macuácua reúne habilidades de comunicação e diálogo que poderão ser importantes na procura de respostas para os problemas da Educação em Moçambique.
O novo ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, reafirmou, esta segunda-feira (19), o compromisso do Governo de colocar o professor no centro das prioridades do sector da Educação, defendendo o diálogo, o respeito e a valorização dos profissionais como caminhos para responder às preocupações da classe.
De acordo com informações divulgadas pelo Notícias, o ministro reafirmou ainda que o Governo, sob orientação do Presidente da República, Daniel Chapo, pretende encarar a Educação como um investimento estratégico, e não apenas como uma despesa pública.
“É preciso trabalhar com respeito e valorizar o professor como pessoa humana, e valorizá-lo como profissional”, declarou Macuácua, reiterando que a Educação constitui uma prioridade para a soberania e o desenvolvimento de Moçambique.
