Maputo (O Destaque) –Moçambique e os Estados Unidos deram, esta segunda-feira (15), um passo estratégico rumo a um sistema de saúde mais forte, resiliente e liderado pelo Estado. Um Memorando de Entendimento no valor de 1,7 mil milhões de dólares foi assinado em Washington, com validade inicial de cinco anos (2026–2030), marcando o maior compromisso bilateral no sector.
O acordo foi rubricado pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, e pelo Secretário de Estado Adjunto norte-americano, Christopher Landau, numa cerimónia oficial que reforçou os laços de cooperação e alinhamento com as prioridades nacionais de desenvolvimento.
“Este memorando simboliza uma parceria que evolui com responsabilidade e visão estratégica”, declarou a ministra. Já o Ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou que o modelo acordado assegura “previsibilidade, fortalecimento institucional e maior apropriação nacional”, com foco claro na eliminação de doenças como HIV, tuberculose e malária, além da preparação para emergências sanitárias.
Entre as novidades está a introdução de um modelo de financiamento governo a governo(G2G), com investimentos plurianuais dos EUA e um compromisso gradual de cofinanciamento por parte de Moçambique, rumo à autonomia até 2030.
O pacote inclui o fortalecimento da Central de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM), a modernização do Registo Médico Electrónico, e o reforço da força de trabalho em saúde. Outro destaque é o Acordo de Partilha de Dados e Amostras, que garante soberania sobre informações clínicas sensíveis, agora reconhecidas como património estratégico nacional.
Mais do que um investimento, o acordo marca uma mudança de paradigma: da dependência para a liderança, do apoio externo para a sustentabilidade interna.
