Maputo (O Destaque) — O Governo de Moçambique e o Grupo Banco Mundial selaram, esta segunda-feira (23), um novo compromisso estratégico que vai guiar a cooperação financeira entre as duas partes nos próximos cinco anos. O novo Quadro de Parceria (2026-2031) prevê um envelope financeiro robusto de cerca de 10 mil milhões de dólares 10“biliões”, destinados a projectos de investimento público e ao fortalecimento do sector privado.
O anúncio foi feito após uma audiência concedida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, ao director da Divisão do Banco Mundial em Moçambique, Fily Sissoko. O encontro serviu para oficializar as prioridades de desenvolvimento do país para o quinquénio que agora se inicia.
De acordo com a Ministra das Finanças, Carla Fernandes Louveira, o financiamento está dividido em duas grandes frentes:
- Investimento Público: 6 mil milhões de dólares para projectos estruturantes do Estado.
- Sector Privado: 4 mil milhões de dólares a serem mobilizados através do IFC e da MIGA (braços financeiros do Banco Mundial), com especial atenção a projectos de grande escala, como a Hidreléctrica de Mphanda Nkuwa.
A governante destacou que o objectivo central é a consolidação macrofiscal e a criação de postos de trabalho para os moçambicanos.
Ciente da vulnerabilidade do país a choques climáticos, o Banco Mundial disponibilizou ainda duas linhas de crédito adicionais:
450 milhões de dólares para a prevenção e resiliência (válidos por três anos).
20 milhões de dólares de carácter emergencial, já desembolsados para apoiar o INGD, as Obras Públicas e a Saúde na compra de alimentos e medicamentos.
Para o representante do Banco Mundial, Fily Sissoko, o foco desta nova etapa deve ser a rapidez na implementação. Segundo Sissoko, o Presidente Daniel Chapo foi pragmático na sua orientação: “Execução, execução, execução”.
“É hora de garantir que o financiamento alcance realmente os moçambicanos e melhore as suas vidas”, sublinhou o director do Banco Mundial, apontando a Energia, o Agronegócio e o Turismo como os pilares para a geração de oportunidades económicas.
