Bandidos roubam “e” do Marracuene e irritam Shafee Sidat

Maputo (O Destaque) – Quem chega à Vila de Marracuene e olha para o icónico letreiro de boas-vindas, depara-se agora com uma ausência gramatical gritante. Gatunos, com um sentido de humor muito distorcido ou uma fome de sucata preocupante, decidiram surripiar uma das letras “E” da palavra “MARRACUENE”.

O que poderia parecer uma anedota de mau gosto, tornou-se num caso sério de Polícia e de desabafo público para o Presidente do Conselho Municipal, Shafee Sidat, que não poupou críticas à falta de civismo.

Visivelmente irritado com o cenário de destruição, o edil recorreu às plataformas digitais para deixar um recado claro: o vandalismo não é apenas um prejuízo estético, é um crime contra a comunidade.

É inaceitável. O roubo e a destruição do património público são actos criminosos que prejudicam todo o Município de Marracuene”, afirmou Sidat, num post do Facebook, sublinhando que quem vandaliza não ataca a estrutura da vila, mas sim o orgulho de cada cidadão que quer ver a terra “mais bonita, organizada e desenvolvida”.

Para Shafee Sidat, o roubo da vogal levanta questões mais profundas sobre o estado da sociedade actual. O presidente questionou que tipo de educação está a ser transmitida, apontando a “má-fé ou até a inveja” como possíveis motores para travar o progresso colectivo da vila.

Enquanto o Conselho Municipal se organiza para devolver o “E” ao seu devido lugar, fica o aviso: “Quem destrói o bem público destrói o futuro comum”.

A população, entre o riso pela situação caricata de ver um letreiro roubado e a revolta pelo vandalismo, espera agora que o próximo “E” venha com parafusos reforçados e, de preferência, à prova de “colecionadores” de metal. Porque, como diz o lema, Marracuene está em primeiro, mas de preferência com a gramática — e o património — em dia e com a benção de Deus.

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