Bispos católicos assombram Presidente, da Tanzânia com cartas de denúncia

Maputo(O Destaque)-A relação entre a Igreja Católica e o governo da Tanzânia entrou em tensão pública após a Presidente Samia Suluhu Hassan reagir, esta terça-feira (02 de dezembro), a uma série de comunicados críticos emitidos pelo Conselho dos Bispos Católicos da Tanzânia (TEC). Segundo a Presidente, já foram feitas oito declarações pela Igreja desde o início do seu mandato, colocando em causa algumas acções do Executivo.

Durante um encontro com anciãos em Dar es Salaam, Samia abordou o impacto das posições da Igreja, afirmando que certos sectores tentam desvalorizar os esforços do governo com base em visões “injustas” e “desalinhadas com a realidade”. A chefe de Estado questionou publicamente as críticas feitas, defendendo as conquistas da sua governação desde a expansão dos serviços de saúde e educação até ao crescimento económico e reforço da segurança nacional.

Qual é a nossa culpa? Tornar a Tanzânia segura, investir em educação até nas aldeias, ou fazer crescer a economia até ser elogiada internacionalmente?” questionou a Presidente.

Samia apelou à população para que não permita que divergências religiosas ou políticas sirvam como instrumento de instabilidade social. “Se alguém não gosta de quem lidera, que espere. A democracia existe, quem lidera vai embora. Mas não há razão para perturbar o país”, declarou.

Embora tenha reafirmado o respeito à liberdade religiosa, a Presidente foi crítica quanto ao uso da fé como ferramenta de manipulação. “Sei que não há lugar mais difícil de confrontar alguém do que na religião”, disse, acrescentando um apelo ao bom senso e à união nacional.

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