Maputo (O Destaque) — O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) da Manhiça lançou um pedido urgente de apoio após enfrentar sérias dificuldades para adquirir material básico de higiene e limpeza, situação que já está a afectar directamente o funcionamento das unidades sanitárias do distrito. A escassez resulta, segundo a instituição, da falta de libertação de quotas financeiras para pagamento de despesas processadas através do sistema e-Sistafe.
De acordo com uma nota oficial datada de 9 de Fevereiro de 2026, assinada pelo director distrital, Fiezer Tomás Tomadote, o bloco operatório do Hospital Distrital da Manhiça encontra-se inoperacional devido à ausência de roupa hospitalar limpa, essencial para a realização segura de cirurgias. Sem detergentes para a lavandaria, o hospital viu-se obrigado a suspender procedimentos e encaminhar pacientes para o Hospital Central de Maputo.
A mesma situação afecta também o Hospital Rural de Xinavane, que depende dos mesmos mecanismos financeiros para a aquisição de consumíveis básicos. O documento sublinha que a prioridade imediata é a obtenção de sabão em pó para garantir a higienização de materiais clínicos e retomar as actividades cirúrgicas.
Profissionais de saúde alertam que a paralisação prolongada pode agravar a pressão sobre as unidades hospitalares da capital, que já enfrentam elevada procura. Enquanto isso, autoridades distritais apelam à solidariedade institucional e à rápida mobilização de recursos para evitar impactos mais profundos no atendimento médico à população da Manhiça.
Até ao momento, não há informação oficial sobre quando as quotas financeiras serão desbloqueadas, deixando em aberto o regresso pleno das operações cirúrgicas no distrito.
