EUA pressionam Irão e Trump pode ordenar uma operação especial a qualquer momento

O Destaque — O espectro de um conflito de larga escala volta a pairar sobre o Médio Oriente. Com o aproximar de um possível ultimato de Washington, cresce o receio de que um ataque dos Estados Unidos contra alvos iranianos desencadeie uma guerra regional sem precedentes. O Presidente Donald Trump mantém a pressão máxima, exigindo que o “regime dos Ayatollah”” aceite um novo acordo nuclear, enquanto a inteligência americana sinaliza que uma ofensiva militar poderá ocorrer já este sábado (21).

Dados avançados pelo Wall Street Journal indicam que esta é a maior mobilização de activos aéreos e navais americanos na região desde 2003, ano da queda de Saddam Hussein. No epicentro desta “armada” está o porta-aviões USS Abraham Lincoln, capaz de projectar até 90 caças de combate, escoltado por três contratorpedeiros (destroyers) equipados com mísseis de cruzeiro com um raio de acção de 2.500 km.

A presença militar é reforçada pelo USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, recentemente avistado na entrada do Mediterrâneo após operações no Caribe. No total, a Marinha dos EUA contabiliza 13 navios de guerra posicionados estrategicamente, apoiados por sucessivas levas de caças destacados para bases aéreas na Jordânia.

Do lado de Teerão, a resposta tem sido a fortificação de infraestruturas críticas. Imagens de satélite revelam obras de expansão na usina de Isfahan, alvo de ataques em Junho de 2025. Como trunfo económico, o Irão ameaça bloquear o Estreito de Ormuz, uma artéria vital por onde transitam diariamente 20 milhões de barris de petróleo.

Numa clara demonstração de força e alianças, as forças iranianas realizaram, na última quinta-feira (19), exercícios militares conjuntos com a Rússia nas proximidades da frota americana. Esta instabilidade já provocou uma subida acentuada no preço do barril de crude nos mercados internacionais, gerando ondas de choque na economia global.

Enquanto lida com a pressão externa, o regime de Ali Khamenei enfrenta uma vaga de contestação interna sem precedentes. A crise económica asfixiante e a repressão violenta contra manifestantes em Janeiro último transformaram cerimónias fúnebres em palcos de revolta popular. Na cidade de Abdanan, gritos de “morte ao Líder Supremo” foram respondidos com disparos pelas forças de segurança.

No plano diplomático, as notícias não são animadoras. Apesar das rondas negociais em Genebra, as concessões apresentadas pelos negociadores iranianos foram consideradas “nsuficientes” pela Casa Branca. Com o diálogo num impasse e os canhões apontados, o mundo aguarda com expectativa o desfecho das próximas horas.

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