O Destaque — A audição, conduzida pelo Promotor da Justiça Militar, teve início as 9h15 desta sexta feira (10). O político, que também coordena a Coligação Plataforma Aliança Inclusiva Terra Ranka, chegou ao local num “cortejo” de cinco viaturas, escoltado por unidades da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e da Polícia Militar (PM).
As imediações do tribunal foram transformadas numa autêntica “zona de exclusão”. As Forças de Defesa e Segurança procederam à retirada compulsiva de todos os cidadãos que se encontravam nas proximidades, incluindo utentes de transportes públicos (taxis e “toca-tocas”).
O reforço do policiamento estendeu-se desde a rotunda do Quartel-General (QG) até ao edifício do Tribunal, impedindo qualquer aglomeração de apoiantes ou curiosos.
A audição decorreu à porta fechada, com a presença de apenas um dos advogados do colectivo de defesa. Embora os causídicos confirmem o acesso ao constituinte, mantêm o “segredo de justiça” sobre os detalhes do processo que envolve o líder do histórico partido guineense.
O clima em Bissau é de expectativa e tensão latente. Este processo é visto por observadores internacionais como um ponto crítico para a estabilidade política na Guiné-Bissau, país irmão com o qual Moçambique partilha fortes laços históricos no seio da CPLP e dos PALOP.
A defesa escusou-se a prestar declarações adicionais, aguardando-se pelo desfecho da audição para se conhecerem as medidas de coação que serão aplicadas ao líder político.
