Maputo (O Destaque) — O “voto de confiança” no empresariado nacional foi o tom dominante na audiência concedida pelo Chefe do Estado, Daniel Francisco Chapo, aos novos órgãos sociais da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM). No Gabinete da Presidência, o Chefe do Estado não só deu as boas-vindas à equipa liderada por Lucas Chachine, como lançou um desafio claro: é preciso trabalhar “em equipa” para que a economia moçambicana ganhe novos músculos.
Durante o encontro, o Presidente Chapo recordou que a CCM não é uma “novata” nestas andanças. Com cerca de 46 anos de estrada, a instituição tem o papel histórico de ligar os nossos empresários ao resto do mundo. “Vamos trabalhar juntos com o mesmo objectivo de desenvolver o empresariado moçambicano”, afirmou o estadista, reiterando que o Estado e o sector privado devem remar para o mesmo lado.
Pela voz de Lucas Chachine, a CCM apresentou as suas “armas” para este mandato. O grande foco será a capacitação. O dirigente empresarial apontou um problema que muitos moçambicanos sentem no dia-a-dia: a dificuldade de encontrar produtos nacionais de alta qualidade nos grandes centros comerciais e supermercados.
“Muitas vezes, a qualidade da produção não é atractiva para os grandes centros comerciais”, explicou Chachine. Por isso, a meta da CCM é treinar e dar ferramentas aos produtores locais para que os seus produtos tenham o padrão exigido pelo mercado moderno. O objectivo final é nobre e urgente: valorizar quem produz na terra e fazer com que Moçambique deixe de gastar tanto dinheiro a comprar fora o que pode produzir cá dentro.
A sintonia entre o Governo e a CCM parece total. Segundo Lucas Chachine, a visão do Presidente Chapo coincide com as prioridades da Câmara. Sob a coordenação do Ministério da Economia, o plano é simples na teoria, mas exige trabalho duro na prática:
Aumentar a produção nacional;
Diminuir as importações;
Potenciar as exportações;
Criar renda e bolso para os moçambicanos.
O encontro terminou com um clima de optimismo. Para o Chefe do Estado, este diálogo permanente é a “chave” para criar um ambiente de negócios onde as empresas moçambicanas não sejam apenas figurantes, mas protagonistas no mercado internacional.
