Maputo (O Destaque) –À porta Quadra Festiva, a Unidade de Intervenção Rápida (UIR) intensifica treinos de fogo real nos arredores da capital, com o objectivo de reforçar a prontidão dos seus efectivos para garantir ordem, segurança e tranquilidade em todo o território nacional.
Entre rajadas de tiros controlados, explosões simuladas e comandos secos, agentes da força de elite da Polícia da República de Moçambique (PRM) ensaiam cenários de alto risco, desde neutralização de ameaças em zonas densamente povoadas até libertação de reféns. Cada movimento é calculado, cada erro é corrigido na hora. “No terreno, não há espaço para hesitação. A margem de erro é zero”, explica um instrutor.
Mais do que exibição de força, os treinos simbolizam a preparação silenciosa de uma força que actua quando a rotina dá lugar à excepção. É esse profissionalismo que sustenta a confiança pública durante eventos massivos, viagens, comércio intenso e celebrações.
Paralelamente, a PRM reforça a mensagem de prevenção e civismo: apela a uma condução responsável, ao respeito pelas autoridades e à resolução pacífica de conflitos. A mesma disciplina que guia os comandos nos campos de treino deve, segundo o Comando-Geral, inspirar a conduta dos agentes nas ruas.
Para o cidadão comum, a presença da polícia deve ser sinónimo de protecção, não de intimidação. Por isso, a PRM insiste: cortesia, empatia e firmeza são as chaves para uma atuação eficaz nesta época.
Se nas casas os moçambicanos afinam os preparativos da ceia, nos quartéis os agentes da UIR afinam táticas para garantir que o espírito festivo não seja comprometido por inseguranças. O objectivo é simples: que nesta quadra, a paz não seja apenas um desejo,mas um compromisso operacional.
