Maputo (O Destaque) –A tensão atingiu o ponto de ruptura na Guiné-Bissau. A contagem dos votos das eleições presidenciais e legislativas foi violentamente interrompida por uma intervenção militar, mergulhando o país num cenário de instabilidade e incerteza. Perante esta crise, a União Europeia (UE) levantou a voz, exigindo acção imediata.
Num comunicado urgente publicado nas redes sociais, a delegação da UE em Bissau confirmou acompanhar com “preocupação” os últimos acontecimentos. Os embaixadores europeus foram claros: a contagem de voto, interrompida prestes a terminar, “deve continua” sem mais demoras ou interferências.
A mensagem da Europa é directa e de dominação. A UE concordar com os apelos já feitos pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e pela União Africana (UA), exigindo um “rápido retorno à ordem constitucional”. O fundamento é simples: a vontade do povo, expressa nas urnas, não pode ser anulada pela força das armas.
Mas o alerta de Bruxelas vai mais longe. A delegação europeia lançou um apelo contundente a todas as facções, exigindo que se “abstenham de qualquer acção violenta”. Além disso, pediu a libertação imediata de todos os cidadãos que estejam detidos de forma ilegal, sublinhando a necessidade absoluta de respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais.
Este golpe no processo eleitoral representa mais um capítulo negro na conturbada história política da Guiné-Bissau. O mundo agora observa, enquanto a pressão internacional aumenta sobre os intervenientes militares e políticos. A questão que paira no ar é se a voz da comunidade internacional será suficiente para fazer recuar os soldados e devolver a palavra final às urnas e aos cidadãos bissau-guineenses. O futuro do país depende desta resposta.
