Maputo (O Destaque) –Na sequência do informe do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apresentado esta quinta-feira (18) na Assembleia da República, o Destaque ouviu o antigo deputado e membro sénior da FRELIMO, Galiza Matos. Para o político, o discurso do Chefe de Estado esteve “à altura”, considerando o balanço positivo para os oito meses de governação.
“Num período de oito meses efectivos de trabalho, a contar após o rasto de destruição, com uma economia fragilizada, o Presidente procurou o mundo, e o mundo veio para Moçambique. Isso demonstra confiança, vontade de investir, de relançar a economia”, disse Galiza, destacando o esforço diplomático de Chapo.
Apesar do tom optimista, Matos reconheceu os desafios: “Precisamos de mais empregos para os jovens, mais escolas. Algumas foram destruídas. Mas penso que o discurso esteve à altura em todos os aspectos e procurou reflectir as acções do Presidente nesse curto período”.
Galiza Matos sublinhou ainda a importância dos temas abordados no informe, como o terrorismo e as manifestações pós-eleitorais, que considerou “assuntos pertinentes”. Mostrando pesar pelo que se vive em Cabo Delgado, afirmou: “Sinto muito. Muita gente perdeu a vida. Muitas empresas fecharam por causa das manifestações. Chegámos a ter ambulâncias destruídas”.
Sobre os protestos, Galiza não poupou palavras: “O que aconteceu foi terrorismo perigoso. Destruir bens públicos também é um acto de terrorismo. Não há terrorismo bonito. Tudo deve ser condenado. É mau, é feio, não deve acontecer. Deve ser altamente condenado”.
Em relação à pobreza, o antigo deputado reconheceu que “muita gente ainda vive na pobreza”, mas destacou avanços no ensino superior: “Hoje temos 40 universidades e institutos. É preciso olhar para o passado e ver que a pobreza já foi pior”.
No final, Galiza Matos apontou também os raptos como um tema sensível: “Continuam preocupantes, mas há resultados. A participação de Moçambique em eventos internacionais mostra que estamos no caminho certo”.
