Governo rende-se a pressão e decide reduzir preço de portagem após manifestações

Maputo (O Destaque) — O Governo anunciou um corte significativo nas taxas de portagem em várias estradas nacionais, uma medida extraordinária para mitigar o impacto económico das recentes manifestações, que destruíram infraestruturas e paralisaram sistemas de transporte. Das 41 portagens do país, 25 estão inoperacionais devido a vandalismo, incluindo a danificação de cancelas e sistemas de cobrança. 

A revisão das tarifas, que entra em vigor no próximo dia 15 de Maio, visa reduzir o custo de vida e estimular a retoma económica, com benefícios diretos para o transporte público e residentes próximos às portagens.

As receitas das portagens representam cerca de 20% do financiamento interno para a manutenção de estradas, mas o Executivo priorizou o alívio imediato para utentes e operadores. 

 Principais Reduções: 

Na Estrada Circular de Maputo: Transporte colectivo (classe 2) reduz de 35MT para 25MT; residentes próximos passam a pagar 10MT em vez de 16MT. 

-Portagem de Maputo, que está sob gestão da TRAC: Transporte semi-coletivo cai de 15MT para 5MT; para os autocarros articulados a taxa foi reduzida de 225MT para 130MT. 

-Ponte Maputo-Katembe: Classe 1 (veículos leves) passa de 125MT para 100MT; residentes de Katembe pagarão 40MT (antes 50MT). 

-N6 (Beira-Machipanda): Portagem de Chimoio para classe 1 cai de 180MT para 100MT. 

-Ponte Samora Machel: Transporte coletivo reduz de 100MT para 60MT. 

O Governo destacou que as concessionárias devem divulgar as novas tarifas e manter diálogo com os utentes, reforçando a importância do pagamento para a manutenção viária.

A medida busca equilibrar o princípio do utilizador-pagador com a necessidade de alívio económico pós-crise imposta pelas manifestações.

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