O Destaque — Num movimento que sinaliza uma mudança radical na estratégia militar global, os Estados Unidos da América (EUA) estrearam com sucesso, em combate real, um novo sistema de drones de ataque de baixo custo. A operação ocorreu em território iraniano, apenas oito meses após o Pentágono ter revelado o protótipo ao mundo.
O sistema, denominado LUCAS (Low-Cost Uncrewed Combat Attack System), é fabricado pela tecnológica SpektreWorks, sediada no Arizona. O dispositivo tinha sido apresentado em Julho de 2025 pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante uma exibição de armamento inovador no Pentágono.
A ascensão dos drones como peças centrais do xadrez militar moderno acelerou após o impacto destes engenhos na guerra da Ucrânia. Curiosamente, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou que o LUCAS foi modelado com base no sistema iraniano Shahed — o mesmo tipo de drone que a Rússia tem utilizado intensamente contra alvos ucranianos.
Esta escolha de design não é por acaso: o objectivo é criar armas eficazes, mas baratas o suficiente para serem produzidas em massa, competindo directamente com gigantes da defesa e novas startups de Silicon Valley, como a Anduril e a Shield AI.
O que mais surpreende os analistas internacionais não é apenas a tecnologia, mas a velocidade da implementação. Normalmente, o Departamento de Defesa dos EUA leva anos, ou mesmo décadas, para levar uma nova arma do papel para o campo de batalha. O facto de o LUCAS ter sido destacado para combate em menos de um ano revela uma nova urgência em Washington.
“O tempo comprimido reflecte as lições aprendidas na Ucrânia, onde o uso massivo de sistemas não tripulados de baixo custo redefiniu o conceito de vitória”, afirmaram fontes oficiais da defesa.
A estreia deste equipamento no Irão, um país que é ele próprio um líder na exportação de tecnologia de drones, marca uma nova e perigosa fase nas tensões no Médio Oriente. Enquanto os EUA aceleram a sua capacidade de resposta, o mundo observa como esta “democratização” de armas letais e baratas mudará a face dos conflitos futuros.
