Maputo (O Destaque) — Numa conferência de imprensa, realizada hoje sexta-feira, o INAE esclareceu publicamente as informações que circulavam nas redes sociais sobre a alegada comercialização de ovos pré-fabricados no mercado nacional, garantindo que não há provas que sustentem tais acusações.
Segundo a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), as denúncias levaram à realização de uma acção de fiscalização para averiguar a veracidade dos factos. Uma brigada da instituição deslocou-se à localidade da Bela Vista, no distrito de Matutuíne, província de Maputo, onde visitou um aviário apontado como possível fornecedor dos supostos produtos, após uma verificação preliminar no distrito municipal da Katembe, no dia 23 de Fevereiro de 2026.
De acordo com o comunicado apresentado, durante o processo de fiscalização não foram encontrados quaisquer vestígios que confirmem a produção ou comercialização de ovos pré-fabricados, concluindo-se que a informação posta a circular não procede.
Contudo, a inspecção identificou diversas irregularidades no funcionamento do aviário.
Entre as falhas constatadas estão deficiências nas condições de higiene e organização do armazém de processamento e empacotamento, bem como a ausência de placa de identificação das instalações.
Os técnicos verificaram ainda que, embora a temperatura adequada para armazenamento de ovos deva situar-se entre 20 e 25 graus Celsius, o estabelecimento não estava a cumprir esta prática, situação que pode comprometer a qualidade do produto, embora não configure falsificação.
A fiscalização contou com o acompanhamento de técnicos do Serviço Distrital de Actividades. Económicas (SDAE) e, posteriormente, de uma brigada da Direcção Provincial de Agricultura e Pescas, através do Departamento de Pecuária, além de um técnico da Direcção Nacional de Sanidade e Biossegurança.
