Irão rejeita proposta de cessar-fogo e exige garantias para paz definitiva

Maputo (O Destaque com Agências Internacionais) — O Irão rejeitou formalmente a proposta de um cessar-fogo de 45 dias apresentada por mediadores regionais, liderados pelo Paquistão. Teerão exige, em contrapartida, o fim definitivo das hostilidades e garantias concretas contra futuros ataques. A informação foi avançada, esta segunda-feira, pela agência noticiosa estatal IRNA.

“Não vamos simplesmente aceitar um cessar-fogo”, declarou Mojtaba Ferdousi Pour, chefe da missão diplomática iraniana no Cairo, à agência Associated Press (AP). “Só aceitaremos o fim da guerra com garantias de que não seremos atacados novamente”, sublinhou o diplomata.

De acordo com a IRNA, o Governo iraniano remeteu uma resposta escrita ao Paquistão contendo dez cláusulas fundamentais. Entre as exigências destacam-se a cessação total dos conflictos na região, o estabelecimento de um protocolo para a passagem segura pelo Estreito de Ormuz rota vital para o comércio global de petróleo, o levantamento das sanções internacionais e o apoio à reconstrução das áreas afectadas pelo conflicto.

Paralelamente, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a proposta de cessar-fogo inicial como um “passo muito significativo”, mas insistiu que o plano é ainda insuficiente para garantir uma resolução duradoura. A Casa Branca não detalhou se novos mediadores serão envolvidos no processo.

Analistas políticos apontam que a rejeição iraniana, aliada à exigência de garantias estruturais, eleva substancialmente o risco de prolongamento do conflito numa região já marcada por profundas tensões entre Teerão e as potências ocidentais. O Estreito de Ormuz, explicitamente citado na contraproposta iraniana, tem sido palco de incidentes recorrentes envolvendo forças iranianas e embarcações estrangeiras.

Até ao momento, não houve qualquer reacção oficial por parte dos países mediadores ou do Paquistão. A ONU manifestou profunda preocupação com o impasse e apelou à “moderação e ao diálogo incondicional” entre as partes envolvidas.

Fonte: DW

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *