Nampula (O Destaque) — manhã desta terça-feira, (17), foi tingida de luto e consternação no Bairro do Inguri, distrito de Angoche provincia de Nampula. Por volta das 11 horas, nas imediações do emblemático Prédio Tavares, um trágico incidente resultou na morte prematura de um jovem de 21 anos de idade, deixando a comunidade local em estado de choque.
A vítima, identificada como Carlos Ussene carinhosamente conhecido nos círculos sociais pela alcunha de “Estraga”, era descrita por amigos e vizinhos como um indivíduo sociável e comunicativo. Segundo relatos colhidos pela reportagem local, nada no comportamento recente do jovem previa o desfecho fatal que se registou no interior da residência familiar.
Fátima, irmã mais velha do malogrado e conhecida popularmente por “Mcel”, partilhou, entre lágrimas, os últimos momentos de interacção com o irmão. Segundo a sua narrativa, o dia havia começado de forma aparentemente normal e rotineira.
“Hoje de manhã ele estava bem de saúde. Pediu-me para preparar o almoço e servir as crianças. Saí para o serviço e, quando regressei, encontrei-o já sem vida no quarto. Não sei, na verdade, o que terá levado o meu irmão a tomar esta decisão extrema”, desabafou Fátima, visivelmente abalada pela perda inesperada.
Apesar do ambiente de dor, pairam no ar interrogações sobre as causas que terão conduzido ao suicídio. Fontes próximas à família indicaram que Carlos Ussene teria sido detido recentemente por alegado envolvimento num caso de furto de um aparelho celular. No entanto, até ao fecho desta edição, não existe qualquer confirmação oficial ou nota das autoridades que estabeleça uma relação directa entre esse episódio jurídico e o acto de tirar a própria vida.
A família reitera que desconhece quaisquer problemas graves de ordem psicológica ou financeira que pudessem justificar o ocorrido.
Este incidente volta a colocar na ordem do dia a necessidade de um olhar mais atento sobre a saúde mental e o apoio psicossocial às camadas jovens no distrito de Angoche e na província de Nampula, num contexto onde o silêncio muitas vezes precede o grito de socorro.
