Ponte da Matola vibra quando as viaturas atravessam, ANE diz que isso é normal e ninguém deve se preocupar

Maputo (O Destaque) — Imagine atravessar por uma ponte que dá sinais de vibração e eleva as palpitações do coração como se algo pior fosse acontecer? É! É assim como a ponte que liga a cidade da Matola e Matola Rio, na Estrada Nacional Número Dois (EN2) se manifesta. Curiosamente, a Administração Nacional de Estradas (ANE) minimiza isso e pede que ninguém tenha paranoias.

Mas, qual é a história por detrás da ponte? Originalmente baptizada como Ponte General Bettencourt, a estrutura de arcos foi projectada durante o mandato do Governador-Geral João Tristão de Bettencourt (1940-1946) e inaugurada em 1948 pelo seu sucessor, o Coronel Gabriel Teixeira. Com quase oito décadas de existência, a ponte foi concebida para suportar o tráfego da época, mas hoje enfrenta um volume de carga e uma intensidade de trânsito significativamente superiores aos previstos no projecto inicial do período colonial.

​No entanto, para se refugiar numa explicação menos alarmista, a ANE diz que as vibrações sentidas são um fenómeno físico expectável em estruturas de betão armado com esta configuração. “Numa ponte de arcos, a energia gerada pelo movimento das viaturas é transmitida através dos pilares e dos próprios arcos, resultando em oscilações que servem para dissipar a força dinâmica evitando que a estrutura se torne rígida e susceptível a fissuras graves”, explicou um técnico da instituição, ouvido pelo Jornal Destaque.

​Numa outra explicação, ainda sobre o mesmo aasunto, a ANE garantiu, em entrevista à televisão pública de televisão (TVM), que a integridade da ponte é monitorada e que as vibrações, embora causem desconforto psicológico aos utentes, não indicam uma falha iminente.

A autoridade esclarece que o projecto de engenharia prevê estas margens de flexibilidade para lidar com o peso e a velocidade. Contudo, a nem tudo que vem da ANE é confiável, a contar que é a mesma instituição que trabalha nas manutenções de rotina e periódicas, duas rubricas onde o dinheiro em circuito da corrupção é movimentado.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *