Maputo (O Destaque) -Num ambiente de grande simbolismo político e histórico, o Presidente da República, Daniel Chapo, lançou ontem, terça-feira, 10 de Setembro, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, o Processo de Auscultação Pública no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.
O evento contou com a presença de antigos Presidentes da República, representantes de partidos políticos, membros da sociedade civil, líderes religiosos, parceiros internacionais e delegações da diáspora sinal claro de um compromisso alargado com a construção de consensos duradouros.
No seu discurso, o Presidente Chapo foi categórico: “Moçambique só se compreende na unidade da sua diversidade. Não há nem um moçambicano sequer que está excluído. Ninguém precisa de fazer requerimento para participar.” A frase foi recebida com aplausos e interpretada como um marco de abertura num contexto político que, por vezes, tem sido acusado de exclusão e centralismo.
O processo abrangerá todos os distritos do país e também as comunidades na diáspora. A Comissão Técnica do Diálogo (COTE), encarregada da implementação, foi elogiada pelo Chefe de Estado pela sua liderança “séria, inclusiva e profissional”.
A participação poderá ser feita presencialmente ou por via digital. “Nenhuma ideia é pequena, nenhuma voz é irrelevante”, sublinhou o Presidente, reforçando o carácter participativo do processo.
O Presidente agradeceu o apoio técnico e financeiro da União Europeia e das Nações Unidas, através do PNUD, IMD e Fundação MASC, destacando o papel da cooperação internacional como garantia de imparcialidade e solidez institucional.
A escolha do local o Centro Joaquim Chissano foi carregado de simbolismo. Foi lá onde vários momentos-chave da reconciliação aconteceram. “A vitória contra o colonialismo foi possível porque os moçambicanos souberam colocar o país acima das suas diferenças”, lembrou Chapo, traçando um paralelo com os desafios actuais.
O Diálogo Nacional Inclusivo tem como objectivo contribuir para a consolidação da democracia, da paz e do desenvolvimento sustentável, num horizonte que culmina com os 50 anos da Independência Nacional, a serem celebrados em 2025.
