Niassa (O Destaque) –Membros do recém-aprovado Partido ANAMOLA em Marrupa, no Niassa foram impedidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) de realizar uma passeata festiva nas principais artérias da vila, deixando centenas de membros revoltados.
Segundo relatos, o partido havia solicitado autorização oficial junto ao Comando Distrital da PRM para a realização da marcha de celebração. O pedido foi formalmente aprovado, garantindo aos militantes o direito de desfilar em homenagem à aprovação do partido. Contudo, no dia marcado, a surpresa foi total, a polícia interpelou a caravana e proibiu abruptamente, sem dom nem piedade a passeata, determinando que a celebração se limitasse apenas ao quintal do coordenador distrital.
Um membro do ANAMOLA disse ao Destaque que as autoridades estariam, com o acto, a exibir uma perseguição política descarada.
“Emitimos o documento, fomos autorizados. Mas no próprio dia a Polícia bloqueou-nos e inventou novas condições. Isto não é coincidência, é perseguição”, afirmou o membro.
A medida da PRM está a levantar sérias suspeitas de interferência política e de um clima de intimidação no distrito de Marrupa. Para muitos, este episódio não é apenas uma restrição administrativa, mas um claro ataque à liberdade de expressão e manifestação num momento em que o país se prepara para um novo ciclo político.
