Cabo Delegado (O Destaque) –O norte de Moçambique está a viver um novo capítulo de incerteza por conta dos ataques esporádicos. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) soa o alarme perante esta escala de violência que forçou a fuga de quase 100 mil pessoas apenas nas últimas duas semanas. Esta nova vaga de deslocamento maciço, é considerada uma das maiores dos últimos oito anos, revela um conflito que não só se intensifica como se alastra, transformando áreas outrora seguras em cenários de pesadelo.
A crise, que começou em 2017 na província de Cabo Delgado, entrou numa fase ameaçadora. Os civis deixaram de ser “danos colaterais” para se tornarem alvos diretos da violência. Testemunhos recolhidos pelas equipas humanitárias descrevem “ataques noturnos, casas queimadas e famílias a fugir para o mato em pânico, com relatos de civis assassinados e até decapitados.” Muitos chegam aos locais de acolhimento sem documentos, desnutridos e com traumas profundos.
