Maputo (O Destaque) — O polémico académico Régio Conrado, presente na Praça dos Heróis Moçambicanos durante as celebrações de 3 de Fevereiro, considerou que a data simboliza a construção do Estado e da identidade nacional, sublinhando que a independência resultou de um processo de luta prolongado e do sacrifício de vários moçambicanos.
Para Conrado, “o 3 de Fevereiro é a combustão daquilo que é o espaço da construção do Estado e da nossa identidade”, defendendo que a independência não foi um dado natural, mas sim fruto de um combate intenso contra o sistema colonial.
O académico afirmou ainda que muitos dos que contribuíram para essa causa permanecem heróis anónimos, lembrando que o reconhecimento vai além das figuras mais conhecidas.
Durante a sua intervenção, comentou também as recentes manifestações, que classificou como violentas, associando-as a tentativas de fragilizar a coesão nacional.
Segundo disse, quando o Presidente da República fez referência ao esteio da unidade nacional, apontava para a existência de grupos que, no seu entendimento, procuram dividir o país e manipular o Estado. “Há determinados grupos que querem que Moçambique seja um país dividido, um país que não está unido”, afirmou.
Conrado abordou igualmente a situação de segurança em Cabo Delgado, referindo que os esforços para conter o terrorismo continuam em curso e que o desenvolvimento da província não deve parar.
Na sua visão, o desafio ultrapassa os limites territoriais da região, exigindo mais meios e uma abordagem nacional para consolidar a estabilidade.
