“Rei da estrada” Nagi Investimentos multado em 5.200 MT por excesso de velocidade após denúncia viral

Maputo (O Destaque) — O Ministério dos Transportes e Logística (MTL) sancionou a transportadora Nagi Investimentos, Lda. com uma multa pecuniária, após a circulação de um vídeo nas redes sociais que flagrou um dos seus autocarros em excesso de velocidade no trajecto Quelimane-Beira. O incidente foi classificado pelas autoridades como uma grave negligência que colocou em risco a vida de passageiros e outros utentes da via pública.

A infracção foi documentada por cidadãos e partilhada amplamente na internet. As imagens mostram o autocarro com a matrícula AKP-583-MC a circular muito acima dos limites permitidos para aquele troço da Estrada Nacional. Após uma investigação célere da Direcção Nacional dos Transportes e Segurança, o Ministério confirmou a autenticidade do vídeo e avançou com o processo sancionatório.

Em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira (20), o porta-voz do MTL, Augusto Tivane, detalhou os contornos da penalização. A empresa foi multada com base no Decreto 35/2019 de 10 de Maio, especificamente o artigo 106, número 03, que regula as normas de trânsito e transporte de passageiros em Moçambique. “A Nagi Investimentos foi sancionada em 5.200 Meticais”. Este valor corresponde à coima por excesso de velocidade, calculada sobre o preço do bilhete da rota (1.300 Meticais), conforme prevê a legislação para este tipo de infracção. A transportadora dispõe agora de 15 dias para proceder ao pagamento”, explicou Tivane.

Em resposta à polémica, a Nagi Investimentos emitiu um comunicado oficial reconhecendo a falha. A empresa distanciou-se da conduta do colaborador, afirmando que o excesso de velocidade viola as políticas internas de segurança da companhia. Como medida imediata, a transportadora anunciou a suspensão do motorista e de toda a tripulação do veículo por um período de 30 dias, enquanto decorre um inquérito disciplinar interno. “Não toleramos práticas que coloquem em causa a segurança rodoviária. Iremos reforçar a formação contínua dos nossos motoristas para evitar que episódios desta natureza se repitam”, garantiu a empresa. 

MTL aproveitou o caso para incentivar a participação activa dos moçambicanos na fiscalização das estradas. Augusto Tivane sublinhou que a colaboração da população é uma ferramenta vital para colmatar a falta de meios em certos pontos do país. “Continuem a denunciar situações anormais.

A vigilância dos cidadãos é fundamental para salvarmos vidas e garantirmos o cumprimento da lei”, apelou o porta-voz, lembrando que as queixas podem ser feitas de forma anónima através da Linha Verde do Ministério ou das plataformas digitais oficiais. O episódio volta a colocar na ordem do dia o debate sobre a segurança nas estradas nacionais, com a sociedade civil a exigir um investimento mais robusto em radares fixos e uma presença mais rigorosa da Polícia de Trânsito em rotas de longo curso.

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