) Após um período de incerteza e refúgio no Malawi, milhares de moçambicanos começaram a trilhar o caminho de volta para casa nesta terça-feira. O repatriamento, que marca o fim de um capítulo turbulento, teve início após as manifestações pós-eleitorais que agitaram Moçambique.
Um novo levantamento, realizado pelas autoridades malawianas, revelou que o número de refugiados é de 7.900, um contraste com os 13 mil inicialmente estimados. César Tembe, diretor de Prevenção e Mitigação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), esclareceu que a contagem continua, sugerindo que o número final ainda pode sofrer alterações.
O repatriamento, voluntário e guiado pelo desejo de retornar à terra natal, mobilizou uma frota de quatro embarcações e quatro caminhões. A logística, meticulosamente planejada, visa garantir o transporte seguro e confortável dos refugiados.
Além do transporte, as autoridades moçambicanas prepararam um pacote de assistência humanitária, que inclui alimentos para três meses. A medida visa garantir a segurança alimentar dos repatriados durante o período de readaptação.
A jornada de volta é um símbolo de esperança e resiliência. Os refugiados, que enfrentaram a incerteza e a saudade, agora retornam para reconstruir suas vidas e contribuir para a construção de um futuro melhor para Moçambique.
