O Destaque — A crise, que já se fazia sentir nos bastidores, estalou de vez devido a salários em atraso e ao aparente desinvestimento do Fundo Soberano da Arábia Saudita, que estará a preparar a venda dos principais emblemas do país.
A “loucura” dos petrodólares parece ter batido no tecto. Com a queda abrupta do preço do petróleo, que ronda agora os 50 a 60 dólares bem longe dos 90 dólares necessários para equilibrar o orçamento saudita o governo começou a “a fazer cortes”. e futebol não ficou de fora.
A estratégia de Riade passa agora por privatizar os “quatro grandes”: Al Hilal, Al Nassr, Al Ittihad e Al Ahli. Enquanto o Al Hilal, de Jorge Jesus, já terá garantido um novo dono, o Al Nassr de Ronaldo vive dias de incerteza total, dependendo exclusivamente de um fundo que parece ter fechado a torneira.
O descontentamento de CR7 não é apenas financeiro. O jogador está profundamente agastado com o afastamento de figuras da sua confiança na estrutura do clube, nomeadamente os portugueses José Semedo e Simão Coutinho.
A posição de força de Ronaldo que decidiu fazer um “braço de ferro” com a administração é acompanhada por um sentimento de solidariedade por parte da equipa técnica. Consta que Jorge Jesus e outros elementos da estrutura estão em sintonia com o craque, não se pondo de parte a hipótese de uma “debandada” geral ou de novas figuras virem a público denunciar a precariedade da situação.
A resposta da Liga Saudita não se fez esperar. Em comunicado oficial, o organismo tentou desvalorizar o peso do internacional português, afirmando que “ninguém, por mais importante que seja, determina decisões além do próprio clube”. Uma frase que soou a desafio directo à autoridade do jogador que, até ontem, era o “intocável” do projecto.
Com o Mundial de 2026 à porta, Cristiano Ronaldo sabe que não pode ficar parado. Embora a sua preferência seja resolver o imbróglio na Arábia, o mercado dos Estados Unidos (MLS) surge como uma tábua de salvação. Com as inscrições abertas até 26 de Março, o “astro” pode estar a preparar as malas para se juntar à constelação de estrelas que brilha em solo americano, caso o Al Nassr não regularize a situação de imediato.
Fonte: Sic Notícias
