O Destaque — O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, reuniu-se, ontem, terça-feira (17), em Bruxelas, com o presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, para avaliar o andamento do projecto Mozambique LNG, localizado na Área 1 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.
O encontro ocorre num momento considerado decisivo para a retoma plena das operações, após a paralisação forçada em 2021 devido à insegurança armada no norte do país. Segundo o líder da multinacional francesa, as condições de segurança registam melhorias significativas, abrindo espaço para o avanço contínuo das obras.
À saída da reunião, Pouyanné classificou o diálogo como produtivo e destacou o alinhamento estratégico com o Governo. O responsável sublinhou que o projecto, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, exige coordenação permanente ao mais alto nível, dada a sua dimensão e impacto global.
A retoma oficial das actividades, anunciada a 29 de Janeiro deste ano, marca uma nova fase para o empreendimento, que inclui operações onshore e offshore. Para a TotalEnergies, não há margem para novos recuos. O compromisso, assegurou Pouyanné, é transformar o projecto numa realidade energética não apenas para Moçambique, mas também para os mercados europeu e internacional.
O dirigente reforçou ainda que a estabilidade actual em Cabo Delgado constitui um factor determinante para restaurar a confiança dos investidores e garantir a continuidade dos trabalhos.
Considerado um dos maiores investimentos energéticos da África Austral, o Mozambique LNG é apontado como um motor estratégico para a economia nacional, com potencial para gerar emprego, dinamizar infra-estruturas e impulsionar o desenvolvimento nas zonas costeiras do norte do país.
No âmbito da parceria, o presidente da TotalEnergies anunciou que deverá deslocar-se regularmente a Maputo, com o objectivo de acompanhar de perto a evolução do projecto e reforçar a cooperação institucional com o Governo.
A reunião em Bruxelas reforça, assim, a aposta conjunta na revitalização de um projecto-chave para o futuro energético e económico de Moçambique.
