Vaticano presta solidariedade à Guiné-Bissau após incêndio mortal em Bafatá

O Destaque O Vaticano quebrou o silêncio para expressar dor e preocupação perante a tragédia que abalou a Guiné-Bissau. Um grande incêndio na cidade de Bafatá resultou, até ao momento, em quatro óbitos, após a confirmação de mais uma vítima mortal registada hoje, 19 de Fevereiro. Além das mortes, dezenas de pessoas continuam internadas com ferimentos graves.

Numa missiva dirigida a Dom Vítor Quematcha, Bispo da Diocese de Bafatá, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral afirmou acompanhar a situação com “dor e preocupação”. O órgão da Santa Sé fez questão de sublinhar que esta catástrofe ocorre num contexto “particularmente delicado” para o país, que vive meses de incerteza após a suspensão do processo eleitoral e a ascensão de uma junta militar ao poder.

Para além do apoio às vítimas, o documento assinado hoje destaca o papel das autoridades eclesiásticas na manutenção da paz social. “Expressamos o nosso apreço pelos esforços e iniciativas que têm empreendido com vista ao diálogo e reconciliação social no país”, lê-se na carta enviada ao prelado guineense.

O Vaticano endereçou ainda uma palavra de encorajamento a todos os que se encontram na linha da frente para minorar o sofrimento das famílias enlutadas e dos feridos, reafirmando a sua disponibilidade para acompanhar a missão de paz e assistência no país.

A mensagem da Santa Sé destaca uma coincidência espiritual relevante este ano: o período da Quaresma católica ocorre em simultâneo com o Ramadão islâmico. O Vaticano vê nesta conjuntura uma oportunidade única para reforçar os sentimentos de “comunhão fraterna” entre os cidadãos guineenses, independentemente da sua confissão religiosa.

A carta termina com votos de bênçãos para o povo da Guiné-Bissau e um apelo à continuidade da cooperação institucional para ultrapassar a actual crise política e humanitária.

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