Tete (O Destaque) — O que era para ser o sustento da família transformou-se num cenário de desolação e fúria no distrito de Angónia. Um homem, cuja identidade ainda não foi revelada, decidiu fazer “justiça pelas próprias mãos” contra a sua própria produção agrícola, após ter sido, alegadamente, traído pela esposa.
Diz o ditado que “quem semeia ventos, colhe tempestades”, mas neste caso, o que se colheu foi a destruição total. Movido pelo ciúme e pelo sentimento de ingratidão, o indivíduo destruiu toda a cultura da machamba familiar. O peso da traição terá falado mais alto que o suor do trabalho.
O desespero do homem não é apenas emocional, mas também financeiro. Segundo relatos locais, o camponês terá investido “fundos” naquela produção. Para garantir a compra de insumos agrícolas sementes e fertilizantes, o homem chegou ao extremo de vender a sua própria mota, o seu principal meio de transporte, para financiar a campanha agrária.
“Gastei o meu dinheiro, vendi o meu bem, para depois ser pago com traição”, terá desabafado o homem enquanto reduzia a cinzas e cortes o esforço de meses.
Enquanto uns compreendem a dor da perda financeira e emocional, outros lamentam o desperdício de comida e o prejuízo familiar, numa altura em que a produção agrícola é o pulmão da economia local.
A situação levanta, mais uma vez, o debate sobre a gestão de conflitos passionais e o impacto da violência doméstica (neste caso, patrimonial) nas zonas rurais de Moçambique.
