“Feiticeiros da seca”: Oito indivíduos detidos por actos de vandalismo sob pretexto de “impedir a chuva” em Maquival

Zambézia (O Destaque) — A Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia procedeu à detenção de oito cidadãos, na cidade de Quelimane, indiciados no cometimento de crimes de vandalismo e incitação à violência no Posto Administrativo de Maquival, localidade de Zalala.

Os indiciados, que se encontram encarcerados na 1ª Esquadra da PRM, foram apresentados publicamente esta sexta-feira pelas autoridades policiais.

De acordo com a porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, o grupo é acusado de tentar fazer “justiça pelas próprias mãos”. O alvo das investidas foram líderes comunitários, chefes de posto e agentes económicos locais.

A motivação para o ataque, segundo as investigações preliminares, assenta na crença de que estas figuras estariam a recorrer a práticas de “obscurantismo” para impedir a queda de pluviosidade na região. Esta alegação infundada serviu de rastilho para a desordem pública e destruição de bens e infraestruturas.

A porta-voz explicou que “dois cidadãos já receberam alta após cuidados médicos, enquanto um permanece sob observação numa unidade sanitária devido à gravidade das lesões.”

Durante a operação de manutenção da ordem, a polícia encontrou uma quantidade não especificada de canábis (soruma) na posse dos suspeitos.

Em declarações à imprensa, os detidos refutaram o envolvimento nos factos de que são acusados, alegando desconhecer as razões que levaram à sua privação de liberdade.

Contudo, a corporação assegura que o processo segue agora os trâmites legais junto do Ministério Público. “As investigações continuam em curso para o esclarecimento total do caso e para garantir que a ordem e a segurança pública sejam plenamente restabelecidas na localidade de Zalala”, garantiu Belarmina Henriques.

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