Niassa (O Destaque) – A província do Niassa vive uma crise de combustível que já dura há mais de dois meses.
A escassez de gasolina nas bombas é crónica, e o cenário tem aberto espaço para oportunismo e a especulação de preços no mercado.
Das dezasseis bombas de combustível que operam na cidade, apenas duas tinham gasolina disponível, mas filas são intermináveis e a paciência da população esgota-se a cada dia.
Enquanto nas bombas o preço oficial do litro de gasolina é de 92.84 meticais, no mercado informal a preço é outro, são 140 e 200 meticais.
Os taxi-motos que fazem o transporte urbano em Lichinga, são os mais afectados por esta crise.
“Está difícil. Somos obrigados a fazer as voltas e procurar as bombas que tenham combustível“, lamentou Celestino Albino, um moto-taxista em declarações a nossa reportagem.
“A situação da gasolina está complicada. Passei por algumas bombas e não consegui. Depois, estamos a perder muitos clientes“, queixou-se outro transportador.
O impacto da falta de combustível abrange aos passageiros que viram o custo de viagens a disparar drasticamente.
