Maputo (O Destaque) -Um tribunal na Costa Rica condenou, esta segunda-feira, um médico a 30 anos de prisão pelo feminicídio da sua esposa, Raquel Arroyo Aguilar, ocorrido a 15 de julho de 2020. O caso, que chocou o país, foi julgado na cidade de Libéria, província de Guanacaste.
De acordo com o Ministério Público, o médico identificado apenas como Carmona Jaén, planeou a morte da companheira para beneficiar financeiramente de uma apólice de seguros. Com o pretexto de administrar uma medicação intravenosa para problemas digestivos, o arguido injetou substâncias que causaram a morte da mulher por intoxicação mista, provocando hemorragia pulmonar.
“O réu manipulou emocionalmente a vítima e usou da sua posição de confiança como médico e marido para cometer o crime”, afirmou a acusação em comunicado. A vítima morreu em casa, com os filhos do casal presentes na residência.
O processo revelou ainda um histórico de abusos emocionais e patrimoniais, que agravaram-se quando Raquel manifestou a intenção de se separar, meses antes do crime.
Violência de género em números crescentes
O Observatório da Violência de Género contra a Mulher da Costa Rica registou 32 feminicídios em 2025. Em 2024 foram 40, e os números vêm crescendo na região da América Central, com mais de mil mortes violentas de mulheres registadas em países como El Salvador, Honduras e Guatemala.
Este caso junta-se a um preocupante padrão regional de violência baseada no género, que exige atenção urgente das autoridades e da sociedade civil.
O Ministério Público reiterou o seu compromisso com o combate ao feminicídio e apelou à denúncia de situações de violência doméstica.
