HCB desafiada a Ser a “artéria vital” da soberania económica de Moçambique

Tete (O Destaque) – Dezoito anos após a sua reversão histórica para o controlo moçambicano, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) recebeu um novo e ambicioso desígnio do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo: transformar-se no pilar estratégico da independência económica do país.

Perante a administração da empresa e convidados, nas cerimónias que assinalaram o 18.º aniversário da reversão (27 de Novembro de 2007), o Chefe de Estado sublinhou que Cahora Bassa é hoje “parte viva da nossa soberania económica”. O Presidente Chapo não se limitou a celebrar o marco, mas traçou uma nova visão, apresentando cinco desafios concretos para levar a HCB de uma “empresa sólida para uma empresa extraordinária”.

 Cinco Pontos para a Transformação

O desafio presidencial foca-se essencialmente em maximizar o retorno da HCB para o desenvolvimento nacional e integrá-la numa visão mais ampla para o futuro energético de Moçambique.

Reforma na Comercialização e Retorno

A prioridade máxima é reformar o modelo de venda de energia para garantir maior retorno financeiro ao país e proteger as receitas da volatilidade cambial. “Moçambique deve assegurar que cada megawatt exportado contribua efectivamente para o desenvolvimento nacional”, frisou o Presidente Chapo, apelando a um maior valor acrescentado da exportação.

O segundo ponto foca-se no desenvolvimento integrado do Vale do Zambeze, a “artéria vital” do país. O Presidente instou a acelerar a implementação da cascata hidroeléctrica, que inclui projectos relevantes como Mphanda Nkuwa, Lupata e Boroma, além de Cahora Bassa.

O terceiro desafio apela à plena integração da HCB no quadro legal e institucional do sector energético nacional. A coordenação com o Operador do Sistema e o Operador do Mercado deve garantir prioridade ao consumo interno da energia gerada, ao mesmo tempo que se consolida Moçambique como um exportador fiável na região da SADC.

Inclusão Social Histórica

Reconhecendo o compromisso com as comunidades vizinhas, o Chefe de Estado exigiu a implementação de um Programa de Inclusão Social e Desenvolvimento Rural. Este programa deve gerar benefícios tangíveis para as populações, com investimentos directos em agricultura, empreendedorismo, formação técnica e infra-estruturas comunitárias.

Finalmente, o Presidente apelou à evolução da HCB através da inovação, reabilitação e expansão das infra-estruturas, bem como pela diversificação do negócio. “O país exige liderança transformadora”, sentenciou.

Desporto e Comunidade em Destaque

A cerimónia também celebrou o papel social e inspirador da empresa. Foi assinado um Memorando de Entendimento entre a HCB e a Fundação Lurdes Mutola, um acordo destinado a promover o desporto e projectos sociais. Daniel Chapo fez questão de enaltecer a atleta olímpica como “símbolo de disciplina e perseverança dos últimos 50 anos”.

Houve ainda felicitações à União Desportiva do Songo pela recente conquista do Moçambola 2025, um feito que o Presidente destacou como mérito conjunto de toda a equipa e patrocinadores.

O Chefe do Estado concluiu a sua intervenção com uma nota de inspiração, afirmando que “a história de Cahora Bassa é a história de Moçambique”, e desafiando o país a continuar a inspirar-se na força do Zambeze para acelerar o desenvolvimento e solidificar a Independência Económica.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *