Depois da conversa quente nas relações entre os Estados Unidos e a Ucrânia, Donald Trump ordenou a suspensão de toda a ajuda militar ao país europeu por tempo indeterminado. A decisão, anunciada por veículos de comunicação norte-americanos, chega menos de três dias após um encontro carregado de tensão entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.
Com essa medida, o envio de novos carregamentos de armas provenientes das reservas americanas está agora congelado. Um oficial do Departamento da Defesa esclareceu que essa suspensão permanecerá em vigor até que os líderes das nações envolvidas demonstrem um comprometimento genuíno com a paz. “Não se trata de uma cessação permanente da ajuda, mas sim de uma pausa”, explicou a Fox News.
O encontro entre Trump e Zelensky foi marcado por um clima tenso, onde o presidente americano, em tom elevado, deixou claro que os EUA poderiam abandonar a Ucrânia se Zelensky não fizesse concessões à Rússia. A tão esperada assinatura de um acordo sobre minerais, hidrocarbonetos e infraestrutura, que levou o presidente ucraniano a Washington, não ocorreu.
Trump também expressou sua frustração ao acusar Zelensky de “faltar ao respeito aos Estados Unidos”, ressaltando que Washington já forneceu uma quantidade significativa de recursos à Ucrânia e que o líder ucraniano deveria demonstrar mais gratidão.
Nesta segunda-feira, o presidente não poupou críticas a Zelensky em uma mensagem na rede social Truth Social, referindo-se à declaração do presidente ucraniano de que o fim da guerra com a Rússia está “muito, muito distante”. Trump assegurou que “a América não compactuará com isso por muito mais tempo”, acentuando ainda mais a pressão sobre a liderança ucraniana em tempos de incerteza.
A suspensão da ajuda militar abre um novo capítulo nas complexas interações entre os aliados ocidentais e a Ucrânia, deixando no ar muitas perguntas sobre o futuro do suporte americano e a evolução do conflito.
