Maputo (O Destaque) – O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) escolheu o silêncio para fugir do esclarecimento de denúncias graves de alegada corrupção e má gestão, na instituição. É que passaram-se mais de 21 dias úteis desde que o Jornal Destaque enviou um pedido formal de esclarecimentos e a instituição simplesmente ignorou a lei.
Ao calar-se, o INATRO atropela a Lei do Direito à Informação e confirma que se sente acima do escrutínio público.
GOVERNO DESMASCARA INSTITUTO
Este silêncio do INATRO acontece no pior momento possível. Recentemente, o próprio Governo desmascarou a instituição, confirmando a existência de gestão danosa e fortes indícios de corrupção. Curiosamente, em vez de uma limpeza profunda, o Executivo apresentou “reformas” que não passam de medidas paliativas, como a simples transferência de quadros de um lado para o outro.
AS PERGUNTAS QUE O INATRO EVITA
A investigação de Narcísio Lufagir levantou questões que a administração do INATRO finge não ouvir. E são elas:
1. Alegado Nepotismo e Mobilidade: É verdade que mais de 50% dos novos funcionários vieram do Ministério da Justiça para ocupar lugares de técnicos de carreira?
2. Supostas Receitas “Sumidas”: Por que há informações a indicar que existem relatórios informáticos que mostram valores muito abaixo do que é cobrado fisicamente aos cidadãos? Para onde está a ir este dinheiro?
3. Luxo vs. Miséria: Como se justifica o alegado gasto de fortunas em obras na sede, em Maputo, e telemóveis de alta gama para funcionários, enquanto as delegações provinciais estão em ruínas?
4. Negócios Suspeitos: Qual o critério para a aludida troca do contrato do Kaya Kwanga, pela, alegadamente, Chicken Palace, e a suposta compra de viaturas Mahindra que já nem funcionam direito?
A PROVA DA “INTOCABILIDADE”
A falta de resposta ao pedido enviado a 26 de Fevereiro de 2026, parece ser uma injúria ao cidadão que espera meses por uma carta de condução.
No entanto, enquanto o Governo prioriza reformas de escritório e troca de pessoal, a situação do INATRO continua um caos e, por outro lado, com a transparência absolutamente ignorada.
Contudo, o INATRO pode ignorar a imprensa, mas nós vamos insistir. O Destaque vai encaminhar o recurso hierárquico e os demais passos recomendados pela lei que assegura o acesso à informação.
