INGD e parceiros reforçaram acções para recuperação resiliente das comunidades

Maputo (O Destaque) – O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e parceiros de cooperação reforçaram estratégias para a promoção de uma recuperação mais resiliente das comunidades em Moçambique, face aos impactos crescentes das mudanças climáticas.

A iniciativa foi apresentada esta quarta-feira (10), em Maputo, durante a cerimónia de abertura do Workshop sobre Reforço da Prontidão para uma Recuperação Resiliente em Moçambique, um evento de três dias que reuniu representantes do Governo, parceiros internacionais, academia e especialistas da área de gestão de desastres.

O encontro contou com a participação do Chefe de Cooperação da Embaixada do Japão, Ginga Okada, e do Coordenador Residente Interino das Nações Unidas em Moçambique, Michael Croft, tendo sido promovido pelo INGD, com apoio do Governo do Japão, do Ministério da Economia e Finanças (MEF), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e da Equipa das Nações Unidas no país.

Na ocasião, a Presidente do INGD, Luísa Celma Meque, afirmou que Moçambique continuava entre os países africanos mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e aos fenómenos meteorológicos extremos, como ciclones, cheias e secas, que nos últimos anos tinham provocado perdas humanas, económicas e sociais significativas.

Meque destacou que a prontidão para a recuperação deveria ser vista como um investimento estratégico para o desenvolvimento sustentável do país, sublinhando a importância do planeamento, da coordenação institucional, do reforço dos sistemas de informação e da avaliação rigorosa de perdas e danos.

A dirigente acrescentou ainda que o Governo tinha vindo a integrar a gestão do risco de desastres nas políticas públicas e nos instrumentos de planificação do desenvolvimento, apelando ao aumento dos investimentos em acções de prevenção, preparação e recuperação resiliente.

A responsável reiterou o compromisso do INGD em continuar a promover a resiliência das comunidades e a proteger os ganhos do desenvolvimento nacional, num contexto cada vez mais marcado por eventos climáticos extremos.

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