Maputo (O Destaque) – milhares de assinantes da operadora de televisão por satélite ZAP viram-se privados do acesso aos principais canais da grelha devido a uma interrupção prolongada no fornecimento do sinal. A ausência de explicações detalhadas por parte da empresa, que se limitou a emitir uma mensagem genérica prometendo a reposição “em breve”, gerou uma onda de indignação entre os consumidores, que criticam a falta de prazos concretos e a incapacidade de resposta perante o problema.
A interrupção afecta vários dos canais mais assistidos da plataforma, deixando os ecrãs às escuras durante horas consecutivas, enquanto as subscrições activas continuam a decorrer sem qualquer garantia de reembolso. A recente falha é apenas o topo do icebergue no rol de insatisfações acumuladas pelos utilizadores, que denunciam aumentos sucessivos e imparáveis nas tarifas, acompanhados por uma programação cada vez mais repetitiva e pela supressão repentina de canais sem qualquer aviso prévio.
Frente aos prejuízos causados pela perda de sinal sem compensação financeira proporcional ao tempo de indisponibilidade, os consumidores exigem agora o reembolso ou o crédito do valor correspondente aos dias sem emissão. A par do descontentamento com a operadora, crescem também as críticas dirigidas aos órgãos de regulação e de defesa do consumidor, acusados de passividade e de se remeterem ao silêncio perante as recorrentes falhas na prestação deste serviço.
“Isto já não está a dar”, disse um utilizador da ZAP, numa denúncia emcaminhada ao Destaque.
O Destaque tentou ouvir a entidade, mas não foi possível.
