“Devemos permitir a transformação de recursos naturais em riqueza que beneficie o país e não a um grupo de pessoas”, o recado de Chapo…

Maputo (O Destaque) – Na abertura da Reunião de Quadros do partido Frelimo, a decorrer na cidade do Chimoio, província de Manica, o presidente do partido, Daniel Chapo, manteve um tom moderado, mas não deixou de lançar mensagens directas sobre temas sensíveis da governação. Durante o seu discurso, Chapo abordou abertamente sobre a corrupção, os desafios do desenvolvimento e a gestão dos recursos naturais do país.

Ao dirigir-se aos mais de 2.500 quadros presentes na sala, o líder da Frelimo deixou um recado incisivo sobre a exploração da riqueza nacional: “queremos alcançar a nossa independência económica. Independência económica não significa rejeição do exterior”, declarou Chapo, esclarecendo que a sua bandeira para a autonomia financeira visa, essencialmente, massificar a produção interna.

Aprofundando a questão dos recursos naturais, o presidente do partido destacou que o país “deve permitir a transformação de recursos naturais em riqueza que beneficie o país e não a um grupo”.

Com esta afirmação, Daniel Chapo reconheceu implicitamente a existência de grupos de interesse que acedem e tiram proveito das riquezas nacionais em benefício próprio, em detrimento da maioria dos moçambicanos. A mensagem gerou visível desconforto e um clima de apreensão entre alguns dos presentes na sala.

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