Maputo (O Destaque) – Um homem que, em vida, abandonou a esposa para viver com a amante acabou por morrer na casa da mulher que havia deixado, num desfecho que gerou revolta entre familiares e reacendeu o debate sobre as consequências das escolhas feitas durante a vida.
Segundo informações divulgadas pela Revista Chokwe, o homem deixou a esposa e foi viver com a amante, com quem teve dois filhos e para quem chegou a construir uma casa. Anos depois, desenvolveu diabetes, perdeu o emprego e recebeu uma indemnização, cujo valor, segundo o relato, foi gasto com a amante e a vida que havia construído com ela.
Com o agravamento da doença, o homem perdeu a capacidade de trabalhar e acabou por sofrer a amputação de uma das pernas. O seu estado de saúde continuou a deteriorar-se e, posteriormente, foi obrigado a amputar a segunda perna.
Já completamente dependente de terceiros, o homem passou a enfrentar dificuldades até para realizar as suas necessidades fisiológicas. De acordo com o relato, a amante, cansada da situação, decidiu levá-lo de volta para a casa da esposa.
Foi na residência da antiga esposa que o homem acabou por perder a vida. Entretanto, perante toda a situação e revoltada com a decisão tomada pelo marido em vida, a esposa e familiares do falecido decidiram devolver o corpo à casa da amante.
A esposa terá defendido que não fazia sentido manter o corpo na sua residência, uma vez que o marido havia escolhido, em vida, abandonar a família para constituir outra relação e outro lar.
O caso, que rapidamente chamou atenção, levanta questões sobre responsabilidades familiares, abandono conjugal e os limites da solidariedade perante decisões tomadas ao longo da vida.
