Niassa (O Destaque) – A Organização Nacional dos Professores alerta para o impacto da doença na classe docente, enquanto o Governo Provincial reconhece as consequências para o rácio aluno-professor.
Noventa e dois professores morreram na província do Niassa durante o primeiro semestre de 2026. O HIV/SIDA está por detrás da maioria dos óbitos, segundo dados divulgados pela Organização Nacional dos Professores (ONP), que considera preocupante a situação da classe docente na província.
Os dados foram apresentados esta segunda-feira, em Lichinga, pelo secretário provincial da ONP, Jacksomar Gabriel, à margem das celebrações do Dia do Professor. O responsável alertou para o cenário que afecta os profissionais da educação e as consequências da perda de docentes para o funcionamento do sector.
Segundo a Rádio FOT Lichinga, Jacksomar Gabriel assegurou que a ONP está a intensificar as acções de sensibilização e divulgação de medidas de prevenção do HIV/SIDA no seio da classe, com o objectivo de reforçar a consciencialização dos professores sobre a doença.
A situação preocupa igualmente o Governo Provincial do Niassa. A governadora, Elina Massengele, que participou nas cerimónias comemorativas do Dia do Professor, reconheceu a gravidade do problema e apontou o seu impacto no rácio aluno-professor, numa altura em que a perda de profissionais constitui um desafio adicional para o sistema de ensino.
Os dados divulgados pela ONP colocam em evidência os desafios da saúde no sector da educação no Niassa, bem como a necessidade de reforçar as medidas de prevenção, sensibilização e protecção da saúde dos profissionais do ensino.
