Maputo (O Destaque) -A Austrália vive dias de choque e reflexão profunda após o mais grave tiroteio em quase três décadas. O ataque, que interrompeu tristemente uma celebração de Hanucá na famosa Praia de Bondi, em Sydney, terminou com 15 mortos e cerca de 40 feridos, marcando um dos episódios mais sombrios da história recente do país.
Os suspeitos, um pai de 50 anos, Sajid Akram, e o seu filho de 24, Naveed, abriram fogo contra a multidão de forma indiscriminada. Sajid foi abatido pelas autoridades no local, enquanto Naveed permanece hospitalizado em estado crítico. O motivo ainda está sob investigação, mas há indícios de radicalização e motivações extremistas.
Em resposta imediata, o Primeiro-ministro Anthony Albanese anunciou um pacote de medidas para reforçar o controlo de armas no país. Entre as propostas estão a criação de um registo nacional de armas de fogo, revisão das licenças de posse e limites mais restritos ao número de armas por indivíduo. “Foi um acto cruel, terrorista e antissemita. A Austrália não tolerará o ódio”, declarou Albanese, em solidariedade com a comunidade judaica.
Testemunhas relatam momentos de terror, com mais de mil pessoas a fugir em desespero. Em meio ao caos, emergiu um acto de bravura: Ahmed al Ahmed, que desarmou um dos atacantes e foi baleado, tornou-se símbolo de coragem, recebendo reconhecimento público e apoio financeiro espontâneo da população.
A Praia de Bondi, habitualmente vibrante, amanheceu silenciosa e em luto. Floristas e cidadãos anónimos formaram um memorial improvisado, numa clara demonstração de união contra a violência e o extremismo.
O governo australiano promete não apenas respostas legislativas, mas também maior investimento em prevenção ao radicalismo. A tragédia de Bondi reabre um debate nacional sobre segurança, liberdade e responsabilidade, temas que, agora mais do que nunca, exigem ação firme e colectiva.
