Maputo (O Destaque com Agências Internacionais) — O holandês Dolf van den Brink renunciou inesperadamente à liderança da Heineken, a segunda maior cervejeira do mundo. A decisão surge num momento crítico, em que o sector enfrenta uma quebra histórica no consumo global e a empresa luta para recuperar as suas margens de lucro.
A saída, anunciada esta segunda-feira (12), marca o fim de um ciclo de seis anos. Van den Brink, que assumiu o cargo em Junho de 2020 durante a pandemia e enfrentou um período de extrema volatilidade económica, marcado pela subida da inflação e por uma disputa de preços com retalhistas europeus.
A gestão de Van den Brink foi recentemente pressionada pelos resultados operacionais. Em 2025, a Heineken registou uma queda de 5% nas receitas globais e uma redução no volume de cerveja vendida em mercados estratégicos, como o Brasil e a Europa.
Apesar da renúncia, o actual CEO não abandonará a estrutura de imediato. O Conselho de Administração confirmou que a saída oficial está marcada para 31 de Maio, mas Van den Brink continuará ligado à empresa por mais oito meses.
