Maputo (O Destaque) – Um grupo de cientistas da Universidade de Jiangnan, na China, desenvolveu um cogumelo geneticamente modificado que pode representar uma viragem no futuro da alimentação sustentável. A inovação, publicada na conceituada revista Trends in Biotechnology, da editora Cell Press, propõe uma alternativa à produção tradicional de carne, com impacto ambiental significativamente reduzido.
A equipa utilizou a avançada tecnologia de edição genética CRISPR para modificar o Fusarium venenatum, um fungo conhecido por seu alto teor proteico. O resultado é um cogumelo com sabor semelhante ao da carne, mais fácil de digerir e que requer menos recursos naturais para sua produção.
Menos impacto, mais eficiência
De acordo com os investigadores, o novo cogumelo pode reduzir em até 60% as emissões de gases com efeito de estufa quando comparado com a produção de carne convencional. Além disso, sua produção utiliza 70% menos terra e apresenta uma redução de até 78% no risco de contaminação da água doce, números especialmente expressivos quando comparados à criação de frango na China.
Com a crescente procura global por fontes de proteína alternativas e sustentáveis, esta inovação apresenta-se como uma solução viável para enfrentar os desafios ambientais e alimentares do século XXI. O sabor semelhante à carne e a digestão facilitada tornam o cogumelo uma escolha atraente para consumidores em transição para dietas menos dependentes de proteína animal.
Os cinco principais benefícios do cogumelo modificado-
Redução de até 60% nas emissões de gases com efeito de estufa
Uso de 70% menos terra para produção
78% menos risco de contaminação da água doce
Melhor digestibilidade
Sabor semelhante à carne
Mais do que uma curiosidade científica, o cogumelo geneticamente modificado pode marcar o início de uma nova abordagem na produção alimentar global, unindo inovação biotecnológica, consciência ambiental e saúde nutricional.
