Eleições em Uganda começam com atrasos e restrição à internet

O Destaque — Pleito presidencial tem abertura tardia de postos, bloqueio de acesso à internet e disputa entre o presidente Yoweri Museveni, no poder há quatro décadas, e candidatos da oposição.

A votação para as eleições presidenciais em Uganda teve início nesta quinta-feira marcada por atrasos na abertura de diversos postos eleitorais e pela manutenção de um bloqueio nacional de internet imposto pelo governo dias antes do pleito. Apesar das dificuldades logísticas, eleitores começaram a se reunir desde as primeiras horas da manhã em várias regiões do país.

Em alguns locais, o processo só começou após a chegada tardia dos materiais eleitorais, entregues depois do horário oficial previsto para as 7h. A comissão eleitoral informou que os atrasos foram pontuais, mas observadores locais relataram que a situação se repetiu em diferentes distritos.

O actual presidente, Yoweri Museveni, de 81 anos, concorre à reeleição e busca estender um governo que já dura cerca de 40 anos. Ele enfrenta sete candidatos, entre eles Robert Kyagulanyi, conhecido como Bobi Wine, ex-cantor e figura central da oposição, que tem defendido mudanças políticas e institucionais no país.

Além da escolha do chefe de Estado, os ugandenses votam para mais de 500 assentos no parlamento. Uganda tem cerca de 45 milhões de habitantes e um eleitorado estimado em 21,6 milhões de pessoas registradas.

A votação está prevista para terminar às 16h, no horário local, e a divulgação dos resultados deve ocorrer em até 48 horas após o encerramento do pleito.

O ambiente eleitoral é impactado pelo bloqueio do acesso à internet, decretado pelo governo na terça-feira anterior à votação. As autoridades justificam a medida como uma forma de conter a disseminação de desinformação e possíveis incitações à violência. A decisão, no entanto, gerou críticas de organizações internacionais. A Organização das Nações Unidas classificou o corte como “muito preocupante”, apontando riscos à transparência do processo eleitoral e ao direito à informação.

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