Entendimento de última hora evita aumento de tarifas no transporte público

Maputo (O Destaque) — Os utentes dos transportes públicos escaparam a um novo agravar das tarifas. Numa conferência de imprensa conjunta realizada na sede do Ministério dos Transportes e Logísticas, o Governo anunciou a celebração de um entendimento com a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) que afasta, a partir deste sábado, 7 de Novembro, qualquer subida no preço dos passes e bilhetes de transporte.

A medida surge em resposta à forte pressão sobre os custos operacionais que o sector vinha a enfrentar, alimentada sobretudo pela subida do preço dos combustíveis, pelos encargos com a manutenção das viaturas e pela aquisição de peças sobressalentes. Para evitar que o encargo adicional fosse diretamente transferido para os bolsos dos cidadãos, o Executivo acordou a implementação de um mecanismo extraordinário de compensação financeira aos operadores.

De acordo com o plano estabelecido, os subsídios mensais irão variar entre 25 mil e 90 mil meticais por veículo, consoante a tipologia e a categoria de cada unidade, reflectindo as diferentes escalas operacionais. Esta subvenção terá uma vigência inicial de caráter temporário fixada em três meses, período durante o qual o Governo e a FEMATRO se comprometem a monitorizar a aplicação dos fundos e a reavaliar as condições estruturais do setor.

Durante a comunicação aos órgãos de comunicação social, foi enfatizado que o transporte público constitui um pilar essencial para a coesão social, o acesso ao emprego, à educação e à saúde, razão pela qual a salvaguarda do orçamento familiar se manteve no centro das negociações.

As autoridades governamentais apelaram aos operadores rodoviários para que mantenham a regularidade, a qualidade e o rigor no cumprimento das tarifas em vigor, exortando-os a assegurar um atendimento condigno à população. Com este entendimento, o Executivo procura equilibrar a sustentabilidade financeira da actividade transportadora e a protecção do poder de compra das famílias face ao atual contexto macroeconómico.

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